domingo, 7 de junho de 2009
Você já tratou o seu "DESCUIDO" hoje?
Justo ela uma mulher pobre, miserável, analfabeta que vive no lixão, mas que para mim é a melhor personificação viva de sabedoria e riqueza.
Estamira, neste breve trecho, traça uma análise simples, porém muito profunda sobre as atitudes humanas e sua essência que está cada dia mais corrompida e podre pela influência do "trocadilho"*.
São apenas 3 minutos, mas meu real apelo é que você gaste não apenas 3 minutos, mas sim,12 minuto.Após ver uma vez, veja de novo...pare e pense....volte veja mais uma vez, absorva tudo o que essa mulher diz...volte e ENXERGUE o que ela diz..... e permita mudar a sí mesmo.....
Transforme, Evolua, deixe sua essência falar mais alto,dissemine o cuidado ao próximo, ao meio ambiente, pratique a humildade e TRATE de cuidar e vigiar o seu DESCUIDO...dia após dia!
ESCUTE E CONVENÇA AS OUTRAS PESSOAS AO SEU REDOR A ESCUTAREM ESTAMIRA!
*após ver o documentário na integra e trocar várias ideias e conversas com psicológos,sociólogos e antropologos amigos meus, chegamos a conclusão que quando Estamira se refere ao "trocadilho" pode ser entendido como: a sociedade dominadora que oprime e dissemina valores distorcidos e inférteis.
http://www.youtube.com/watch?v=bHLBbaQC2Gg
Sobre o documentário:
O que é loucura o que é razão ? Não será loucura maior a postura dos políticos brasileiros que levam grande parte da população a miséria e a ignorância ? Veja o filme antes de julgar se ainda tiver coragem. Da mesma forma que avalie seu caráter antes de votar. Quem está verdadeiramente doente ???
Visualmente, Estamira é uma encenação real do apocalipse. É o sol que se mistura com o fogo, com o grão, com o lixo, resto e descuido. É um filme pintado pela natureza, no caso, a humana. É uma arte do descartado, e os outros trabalhadores do lixão fazem parte desse cenário ativo e invasor, que preferimos esquecer. O plano final do filme é um daqueles momentos em que a natureza conspira a favor do cinema, não só encerrando a orquestra do Fim, como ilustrando ali mesmo tudo que foi dito e que está preso na cabeça de Estamira, esta simples humana com algo a dizer.
Meu nome é Francis Olivia, e assim eu disse.
domingo, 10 de maio de 2009
A Origem do Dia das Mães
Mães do Mundo
Um dia criado com intuito nobre que não demorou para tornar-se lucrativo
Maio, Dia das Mães. Foi uma supermãe que inventou esse dia? Não exatamente. Foi uma superfilha que não teve filhos. A norte-americana Anna Jarvis, ao perder sua mãe- uma reconhecida ativista social de sua época - em 1907, começou intensa campanha para instituir o Dia Nacional das Mães. Ela conseguiu que a pequena cidade de Grafton, na Filadélfia (EUA), celebrasse o dia no segundo aniversário da morte de Anna Reese Jarvis. O sucesso foi imediato e a data se espalhou pelo estado com Anna liderando um movimento para institucionalizar o dia. Em 1911, a data foi celebrada em quase todos os estados norte-americanos. Mas a boa filha não se contentou e, três anos depois, o presidente Woodrow Wilson editou comunicado oficial proclamando feriado nacional todo segundo domingo de maio.
A partir de então, o mundo aderiu paulatinamente, cada país escolhendo uma data do calendário. Austrália, Brasil, Canadá, Itália, Japão e Turquia seguiram os Estados Unidos. O primeiro Dia das Mães brasileiro foi promovido pela Associação Cristã de Moços de Porto Alegre no dia 12 de maio de 1918. E foi em 1932 que o então presidente Getúlio Vargas oficializou a data também no segundo domingo de maio.
França? É no último domingo de maio. A África do Sul destacou o primeiro domingo do mesmo mês. Argentina? Nossos vizinhos, para diferenciar, optaram pelo segundo domingo de outubro. Já os catolissíssimos Espanha e Portugal escolheram da 08 de dezembro, o mesmo em que se homenageia a Virgem Maria. Em Israel, o Dia das Mães foi substituído pelo Dia da Familia em fevereiro. Mas religiosos comemoram a data de morte de Rachel como símbolo.
No Líbano, um toque romântico: a data é comemorada no primeiro dia da primavera. Há registros mais antigos de comemorações- na Grécia, na Roma Antiga, na Inglaterra.
O evento passou a ter sentido comercial rapidamente. Tanto assim que Anna, desapontada com o caminho do feriado que havia criado, montou novo movimento em 1923 contra a comercialização da data. Pelo jeito em vão.
Sonia Racy é colunista do Jornal O Estado de São Paulo e da rádio Eldorado.
Fonte: Revista TAM, ano 02 N 17- Maio 2008.
domingo, 8 de março de 2009
domingo, 7 de dezembro de 2008
A mulher independente
Estava autografando meu livro quando uma senhora alta, elegante, já bem madura, chegou sorridente pra mim e disse:- Te acho uma mulher fenomenal.
Eu, toda sorrisos, tomei o livro que ela tinha em mãos e me preparei para escrever uma dedicatória bem carinhosa.
Ela então complementou:- Mas eu não queria ser casada contigo. Tu és muito independente!Concluí a dedicatória e agradeci a gentil presença dela, enquanto que meu coração começou a bater um pouquinho mais lento. "O que estou sentindo?", perguntei a mim mesma, em silêncio."Tristeza", respondi, em silêncio, enquanto a próxima pessoa da fila se aproximava.Em que eu seria mais independente do que qualquer outra mulher? Quase todas as que conheço trabalham, ganham seu próprio sustento, defendem suas opiniões e votam em seus próprios candidatos. Algumas não gostam de ir ao cinema sozinhas, já eu não me importo. Poucas moraram sozinhas antes de casar, eu morei. Quase nenhuma, que eu lembre,viajou sozinha, eu já. E nisso consta toda a minha independência, que não me parece suficiente para assustar ninguém.Fico imaginando que essa tal "mulher independente", aos olhos dos outros, pareça ser uma pessoa que nunca precise de ninguém, que nunca peça apoio, que jamais chore, que não tenha dúvidas, que não valorize um cafuné. Enfim, um bloco de cimento.Quando eu comecei a ter idade para sonhar com independência, passei a ler afoitamente os livros da Marina Colasanti - foram eles que me ensinaram a importância de abrir mão de tutelas e colocar na vida com uma postura própria, autônoma, mas nem por isso menos amorosa e sensível. Independência nada mais é do que ter poder de escolha.Conceder-se a liberdade de ir e vir, atendendo necessidades e vontades próprias, mas sem dispensar a magia de se viver um grande amor.Independência não é sinônimo de solidão. É sinônimo de honestidade: estou onde quero, com quem quero, porque quero.
Sobre a questão da independência afugentar os homens, Marina Colasanti brincava:"Se isso for verdade, então ficarão longe de nós os competitivos, os que sonham com mulheres submissas, os que não são muito seguros de si. Que ótima triagem."
Infelizmente, a ameaça que aquela senhora acredita que as independentes representam não é um pensamento arcaico: no aqui e agora ainda há quem acredite que ser um bibelô (ou fazer-se de) tem lá suas vantagens. Eu não vejo quais. Acredito que a independência feminina é estimulante, alegre, desafiadora, vital, enfim, uma qualidade que promove movimentação e avanço à sociedade como um todo e aos familiares e amigos em particular. "Eu preciso de você" talvez seja uma frase que os homens estejam escutando pouco de nós, e isso talvez lhes esteja fazendo falta. Por outro lado, nunca o "eu amo você" foi pronunciado com tanta verdade.
De Martha Medeiros, no Jornal o Globo dia 30 denovembro de 2008.
Retrato...de Mim..das que me cercam...SENSACIONAL..
e o fim é belissímo e verdadeiro..."eu amo você" NUNCA foi pronunciado com tanta verdade!...
domingo, 11 de maio de 2008
DIA DAS MÃES!!
Mãe é multi.
segunda-feira, 31 de março de 2008
E o mês de Março foi mês de MARTHA...
....adoro como essa artista-poeta toca em assuntos tão próximos de forma tão graciosa, simples, divertida e profunda!
E aqui deixo por ÚLTIMO O MEU TEXTO PREFERIDO escrito por Martha{ sim, o melhor por último, para finalizar ao estilo GRAN FINALE}.
Beijão..e até mês que vem....ABRAM ALAS....ABRIIIIIIIIL chegou!
=]
Fran.
"Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos. Não contaram pra nós que amor não é acionado nem chega com hora marcada. Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável. Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada "dois em um", duas pessoas pensando igual, agindo igual, que era isso que funcionava. Não nos contaram que isso tem nome: anulação. Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável. Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos. Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são caretas, que os que transam muito não são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto. Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade. Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas. Ah, também não contaram que ninguém vai contar isso tudo pra gente. Cada um vai ter que descobrir sozinho. "E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém."
Martha Medeiros
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sábado, 8 de março de 2008
Dia Internacional da Mulher
"Mulher é coração.
É emoção que vai além da razão.
É vida que dá vida.
É força e delicadeza na mais perfeita harmonia.
Mulher é amor intenso e incondicional.
É mãe, a irmã, a tia, a esposa, a amiga, a profissional mais delicada.
Mulher é única mesmo quando se divide em muitas."
PARABÊNS a todas as Mulheres...especialmente a minhas Mulheres, Amigas, Primas e Irmãs!
Amo todas assim como eu amo a mim mesma!
Fran
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Aos 77 anos, dona Fusae surfa, voa e anda de skate.
Era 1993 quando a família de Fusae Uramoto aportou em Santos, litoral de São Paulo. Pai, mãe e filhos vieram do Japão em busca de trabalho nas fazendas de café de Ribeirão Preto. Fusae tinha apenas 3 anos e lembra das primeiras dificuldades: duas irmãs morreram de coqueluche. Na roça a menina cresceu. Foi lavradora, locutora de rádio, comerciante. Casou-se teve um filho. Fez de tudo um pouco, sempre sonhando ver de novo o mar que a trouxe ao Brasil. Com o marido doente, voltou a cidade que desembarcou. Na praia, vendeu pastel e, entre uma fritura e outra, namorava o balanço das ondas. De tanto observar os surfistas, decidiu ser um deles. Aos 72 anos. Dona Fusae começou em uma prancha pequena, o bodyboard. Depois, optou por vôos maiores. Hoje, sempre que dá onda, se equilibra numa longboard. O marido espera em casa, preparando o almoço.
(Lais Duarte)
Fonte: BRASIL- almanaque de cultura popular_Ano9_ Nº107
Março 2008, pg. 08.
sábado, 1 de março de 2008
Março...Mulher...Martha...
DO SEU JEITO