terça-feira, 18 de março de 2008

.E.L.A.S.

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Belas, singelas, donzelas,
Sem elas o mundo não vai pra nenhum lugar.
Santas, rainhas, meninas,
Com elas o mundo aprendeu a girar.
Do mistério à criação
Do desejo à compaixão

Elas...Agora é que são elas

Cinderela, Rapunzel,
A tinta que dá sentido ao papel
O pincel, aquarela
E a mão que assina a pintura na tela
Loucas Varridas, mimadas,
Sem elas o mundo é sem rumo e sem direção.
Lindas, Espertas, Dengosas,
Pancadas de chuva sem previsão.
Do mistério à criação
Do desejo à compaixão

Elas...Agora é que são elas

Cinderela, Rapunzel,
A tinta que dá sentido ao papel
O pincel, aquarela
E a mão que assina a pintura na tela
Manas, insanas, ciganas,
Sem elas o nosso pecado não tem perdão.
Divas, benditas,
Sagradas barrigas gerando a multiplicação.


AGORA QUE SÃO ELAS
Lenine

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domingo, 16 de março de 2008

PEDAÇO DE MIM

...ou seria um pedacinho de todas nós mulheres???...


Eu sou feita de
Sonhos interrompidos
detalhes despercebidos
amores mal resolvidos

Sou feita de
Choros sem ter razão
pessoas no coração
atos por impulsão

Sinto falta de
Lugares que não conheci
experiências que não vivi
momentos que já esqueci

Eu sou
Amor e carinho constante
distraída até o bastante
não paro por instante


Tive noites mal dormidas
perdi pessoas muito queridas
cumpri coisas não-prometidas

Muitas vezes eu
Desisti sem mesmo tentar
pensei em fugir,para não enfrentar
sorri para não chorar

Eu sinto pelas
Coisas que não mudei
amizades que não cultivei
aqueles que eu julguei
coisas que eu falei

Tenho saudade
De pessoas que fui conhecendo
lembranças que fui esquecendo
amigos que acabei perdendo

Mas continuo vivendo e aprendendo.


Martha Medeiros.


A minhas mulheres...

sexta-feira, 14 de março de 2008

**^^**...Cardápio da Alma ...**^^**

Arroz, feijão, bife, ovo. Isso nós temos no prato, é a fonte de energia que nos faz levantar de manhã e sair para trabalhar. Nossa meta primeira é a sobrevivência do corpo.

Mas como anda a dieta da alma?

Outro dia, no meio da tarde, senti uma fome me revirando por dentro. Uma fome que me deixou melancólica. Me dei conta de que estava indo pouco ao cinema, conversando pouco com as pessoas, e senti uma abstinência de viajar que me deixou até meio tonta. Minha geladeira, afortunadamente, está cheia, e ando até um pouco acima do meu peso ideal, mas me senti desnutrida.
Você já se sentiu assim também, precisando se alimentar? Revista, jornal, internet, isso tudo nos informa, nos situa no mundo, mas não sacia. A informação entra dentro da casa da gente em doses cavalares e nos encontra passivos, a gente apenas seleciona o que nos interessa e despreza o resto, e nem levantamos da cadeira neste processo.
Para alimentar a alma, é obrigatório sair de casa. Sair à caça. Perseguir. Se não há silêncio a sua volta, cace o silêncio onde ele se esconde, pegue uma estradinha de terra batida, visite um sítio, uma cachoeira, ou vá para a beira da praia, o litoral é bonito nesta época, tem uma luz diferente, o mar parece maior, há menos gente.
Cace o afeto, procure quem você gosta de verdade, tire férias de rancores e mágoas, abrace forte, sorria, permita que lhe cacem também. Cace a liberdade que anda tão rara, liberdade de pensamento, de atitudes, vá ao encontro de tudo que não tem regras, patrulha, horários. Cace o amanhã, o novo, o que ainda não foi contaminado por críticas, modismos, conceitos, vá atrás do que é surpreendente, o que se expande na sua frente, o que lhe provoca prazer de olhar, sentir, sorver. Entre numa galeria de arte. Vá assistir a um filme de um diretor que não conhece. Olhe para sua cidade com olhos de estrangeiro, como se você fosse um turista.

Abra portas. E páginas.

Arroz, feijão, bife, ovo. Isso me mantém de pé, mas não acaba com meu cansaço diante de uma vida que, se eu me descuido, torna-se repetitiva, monótona, entediante. Mas nada de descuido. Vou me entupir de calorias na alma. Há fartas sugestões no cardápio. Quero engordar no lugar certo. O ritmo dos dias é tão intenso que às vezes a gente esquece de se alimentar direito.

Marta Medeiros
06 de setembro de 2004




segunda-feira, 10 de março de 2008

Aiiiiiiiiiiiiiiiiiiii que saudades da minha MAGRELA!

DIA 10 de Março_DIA DO CICLISTA

Eu queroooo uma iguaaaaaaaaaaaal!!!
=)
ihihihi......Linda em todos os sentidos!



ECOLOGICAMENTE CORRETOS

Uma luz {VERDE} no fim do túnel
(A green Light at the end of the tunel)

Filtra enquanto transporta.Vencendor do concurso de protótipos realizado pela merca de bicicletas Specialized, o Aquaduct foi criado para ser usado em regiões carentes, com problemas de abasteciemnto de água. Por meio de um conjunto de bombas e filtro ligado ao pedal da bicicleta, a água armazenada na parte traseira do veículo é filtrada e levada até o reservatório na parte frontal, ao longo do percurso e "a base de pedaladas.

www.specialized.com

VEJA COMO FUNCIONA

http://www.youtube.com/watch?v=-U-mvfjyiao

Outra matéria bem legal...

"BIKEBOYS DISPENSAM GASOLINA, BARULHO E POLUIÇÃO"

Eles são mais silenciosos, nâo poluem o ar e ainda cobram mais barato. São os bikeboys, alternativa cada vez mais presentes nas ruas de grandes cidades para a entrega rápida de encomendas. Em vez das tão criticadas motos, os entregadores utilizam bicicletas. Com um custo 30% menos do que o de um motoboy, eles ainda têm a fama de mais cuidadosos com as encomendas. E isso não significa mais lentidão nas entregas. Em setembro de 2007, nas comemorações do Dia Mundial Sem Carro, em São Paulo, foi proposto um desafio-quem chegaria primeiro percorrendo um trajeto que ia da praça General Gentil Falcão, na zona sul, à sede da prefeitura, na região central, em plena hora do rush: um carro, uma moto ou uma bicicleta? Deu bicicleta, que percorreu o percurso de 10 km em 24 minutos. A moto chegou 20 minutos depois. Trabalhando a três anos como bikeboy, Osvaldo Chiarotto é um ciclista competidor. Chega a fazer 120 km em um dia de trabalho, quase o triplo do percurso da sua última competição, a Copa Sundown. Para ele os bikeboys ainda precisam vencer alguns desafios. "Existe muito preconceito dos motoristas. Se deixar, passam por cima de bicicleta" afirma.Segundo o sindicato dos mensageiros e motociclistas do Estado de São Paulo, existem cerca de mil ciclistas entregadores circulando pela capital paulista-prova que, alêm de ecologicamente correta, a profissão está em plena ascensão.

http://entregadoresdebicicleta.zip.net/

Noticias como está tornam meu dia mais lindo e feliz!

VAMOS VALORIZAR O QUE OS POUCOS, MAS MUITO SIGNIFICATIVOS TÊM FEITO EM FAVOR DO NOSSO PLANETA AZULZINHO!

GOD BLESS YOU GUYS!

Kisses

Fran

p.s.: quero a minha minha bike de voltaaaa...quero outraaa

=(

"MANHEEEEEE!!!...não esqueça da minha Caloi"....hehehehe

=D



sábado, 8 de março de 2008

Dia Internacional da Mulher



"Mulher é coração.
É emoção que vai além da razão.
É vida que dá vida.
É força e delicadeza na mais perfeita harmonia.
Mulher é amor intenso e incondicional.
É mãe, a irmã, a tia, a esposa, a amiga, a profissional mais delicada.
Mulher é única mesmo quando se divide em muitas."


PARABÊNS a todas as Mulheres...especialmente a minhas Mulheres, Amigas, Primas e Irmãs!
Amo todas assim como eu amo a mim mesma!

Fran

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Eitaaa...quando eu crescer quero ser igualzinha a ela....
hehhehe...
=D
A VIDA COMEÇA AOS 70 ANOS

Aos 77 anos, dona Fusae surfa, voa e anda de skate.


Era 1993 quando a família de Fusae Uramoto aportou em Santos, litoral de São Paulo. Pai, mãe e filhos vieram do Japão em busca de trabalho nas fazendas de café de Ribeirão Preto. Fusae tinha apenas 3 anos e lembra das primeiras dificuldades: duas irmãs morreram de coqueluche. Na roça a menina cresceu. Foi lavradora, locutora de rádio, comerciante. Casou-se teve um filho. Fez de tudo um pouco, sempre sonhando ver de novo o mar que a trouxe ao Brasil. Com o marido doente, voltou a cidade que desembarcou. Na praia, vendeu pastel e, entre uma fritura e outra, namorava o balanço das ondas. De tanto observar os surfistas, decidiu ser um deles. Aos 72 anos. Dona Fusae começou em uma prancha pequena, o bodyboard. Depois, optou por vôos maiores. Hoje, sempre que dá onda, se equilibra numa longboard. O marido espera em casa, preparando o almoço.
Por falar em vôos, ao completar 77 anos, ela escolheu uma comemoração particular: ver o mar- só que, desta vez, de cima. Nasceu ali a paixão pelo vôo livre. E ela não parou por ai. O ano novo trouxe novos planos. Agora dona Fusae aprende a andar de skate com um professor 60 anos mais jovem.
Com equipamento de segurança e coragem, diz que a emoção de deslizar sobre rodinhas é impossível descrever: “É tanta alegria que só sei explicar em japonês, em português não tenho palavras”.
(Lais Duarte)

Fonte: BRASIL- almanaque de cultura popular_Ano9_ Nº107
Março 2008, pg. 08.

sexta-feira, 7 de março de 2008

..*¨*¨¨*...Interrompendo as Buscas...*¨¨*¨*..

Muito interessante...
Um espelho da alma feminina...
Verdadeiro & Lindo...
Parou a minha mente...e transformou!
Leia!
(o trecho em rosa??....deixo a seu critério...o meu critério? já tenho =)



ASSISTINDO AO ÓTIMO "CLOSER - Perto demais", me veio à lembrança um poema chamado "Salvação", de Nei Duclós, que tem um verso bonito que diz: "Nenhuma pessoa é lugar de repouso". Volta e meia este verso me persegue, e ele caiu como uma luva para a história que eu acompanhava dentro do cinema, em que quatro pessoas relacionam-se entre si e nunca se dão por satisfeitas, seguindo sempre em busca de algo que não sabem exatamente o que é. Não há interação com outros personagens ou com as questões banais da vida. É uma egotrip que não permite avanço, que não encontra uma saída - o que é irônico, pois o maior medo dos quatro é justamente a paralisia, precisam estar sempre em movimento.
Eles certamente assinariam embaixo: nenhuma pessoa é lugar de repouso. Apesar dos diálogos divertidos, é um filme triste. Seco. Uma mirada microscópica sobre o que o terceiro milênio tem a nos oferecer: um amplo leque de opções sexuais e descompromisso total com a eternidade - nada foi feito pra durar.

Quem não estiver feliz, é só fazer a mala e bater a porta. Relações mais honestas, mais práticas e mais excitantes. Deveria parecer o paraíso, mas o fato é que saímos do cinema com um gosto amargo na boca. Com o tempo, nos tornamos pessoas maduras, aprendemos a lidar com as nossas perdas e já não temos tantas ilusões. Sabemos que não iremos encontrar uma pessoa que, sozinha, conseguirá corresponder 100% a todas as nossas expectativas sexuais, afetivas e intelectuais. Os que não se conformam com isso adotam o rodízio e aproveitam a vida. Que bom, que maravilha, então deveriam sofrer menos, não? O problema é que ninguém é tão maduro a ponto de abrir mão do que lhe restou de inocência. Ainda dói trocar o romantismo pelo ceticismo, ainda guardamos resquícios dos contos de fada. Mesmo a vida lá fora flertando descaradamente conosco, nos seduzindo com propostas tipo "leve dois, pague um", também nos parece tentadora a idéia de contrariar o verso de Duclós e encontrar alguém que acalme nossa histeria e nos faça interromper as buscas.

Não há nada de errado em curtir a mansidão de um relacionamento que já não é apaixonante, mas que oferece em troca a benção da intimidade e do silêncio compartilhado, sem ninguém mais precisar se preocupar em mentir ou dizer a verdade. Quando se está há muitos anos com a mesma pessoa, há grande chance de ela conhecer bem você, já não é preciso ficar explicando a todo instante suas contradições, seus motivos, seus desejos. Economiza-se muito em palavras, os gestos falam por si. Quer coisa melhor do que poder ficar quieto ao lado de alguém, sem que nenhum dos dois se atrapalhe com isso? Longas relações conseguem atravessar a fronteira do estranhamento, um vira pátria do outro. Amizade com sexo também é um jeito legítimo de se relacionar, mesmo não sendo bem encarado pelos caçadores de emoções.
Não é pela ansiedade que se mede a grandeza de um sentimento. Sentar, ambos, de frente pra lua, havendo lua, ou de frente pra chuva, havendo chuva, e juntos fazerem um brinde com as taças, contenham elas vinho ou café, a isso chama-se trégua. Uma relação calma entre duas pessoas que, sem se preocuparem em ser modernos ou eternos, fizeram um do outro seu lugar de repouso.
Preguiça de voltar à ativa? Muitas vezes, é. Mas também, vá saber, pode ser Amor.

Martha Medeiros - Jornal O Globo - 20/02/2005

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Dedico este post as minhas Mulheres, Meninas,Garotas & Amigas Conspícuas
(Karise, Joziani,Carla,Sheila,Fernanda & Ariane)
Love you all forever!
Boo

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sábado, 1 de março de 2008

Março...Mulher...Martha...


Mês de Março sem dúvidas é o mês da Mulher.


E não pode faltar Martha Medeiros....Gosto muito dessa mulher, garota, menina, poeta, artista que com bastante maestrismo chega aos corações de leitoras e leitores de todo o Brasil.
Vou tentar durante esse mês colocar aqui algumas de suas crônicas já publicadas que eu adoro.
E que neste mês nos lembremos que devemos SEMPRE, durante dos os meses e anos da vida que a Mulher é uma jóia valiosa, e precisa ser tratada com respeito, amor, carinho e dignidade!
PARABÊNS A TODAS AS MULHERES E HOMENS QUE DÃO VALOR A ESSE SER HUMANO ÚNICO!
Um beijo enorme, doce e caloroso à todos vocês!
Fran
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DO SEU JEITO


"IVE LIVED A LIFE THAT'S FULL/I'VE traveled each and every highway/But more, much more than this/I've lived it my way".


Este é um verso de "My way", canção que foi imortalizada por Frank Sinatra e que também foi gravada pelo Sex Pistols e por Nina Hagen. É a história de um cara que viajou, amou, riu e chorou como todo mundo, mas fez isso do jeito dele. Numa sociedade cada vez mais padronizada, esta letra deveria virar hino nacional. Abro revistas e encontro fórmulas prontas de comportamento: como ser feliz no casamento, como ter uma trajetória de sucesso, como manter-se jovem. Resolve-se a questão com meia dúzia de conselhos rápidos.

Para ser feliz no casamento, todo mundo deve reinventar a relação diariamente. Para ter uma trajetória de sucesso, todo mundo deve ser comunicativo e saber inglês.

Para manter-se jovem, todo mundo deve parar de fumar e beber.


Todo mundo quem, cara pálida? Todo mundo é um conceito abstrato, uma generalização. Ninguém pode saber o que é melhor para cada um .


Fórmulas e tendências servem apenas como sinalizadores de comportamento, mas para conquistar satisfação pessoal pra valer, só vivendo do jeito que a gente acha que deve, estejamos ou não enquadrados no que se convencionou chamar "normal".

O casamento é a instituição mais visada pelas "fórmulas que servem para todos". Na verdade, todos convivem com o casamento desde a infância. Nossos pais são ou foram casados, e por isso acreditamos saber na prática o que funciona e o que não funciona. Só que a prática era deles, não nossa. A gente apenas testemunhou, e bem caladinhos. Ainda assim, a maioria dos noivos diz "sim" diante do padre já com um roteiro esquematizado na cabeça, sabendo exatamente os exemplos que pretende reproduzir de seus pais e os exemplos a evitar. Porém, não tiveram os mesmos pais, e nada é mais diferente do que a família do vizinho. Curto-circuito à vista. É mais fácil imitar, seguir a onda, fazer de um jeito já testado por muitos e, se não der certo, tudo bem, até reações de angústia e desconsolo podem ser macaqueadas, nossas dores e nossos medos muitas vezes são herdados e a gente nem percebe, amamos e sofremos de um jeito universal.


Agir como todo mundo é moleza. Bendito descanso pra cabeça: é uma facilidade terem roteirizado a vida por nós. Mas, cedo ou tarde, a conta vem, e geralmente é salgada.


Fazer do seu jeito - amores, moda, horários, viagens, trabalho, ócio - é uma maneira de ficar em paz consigo mesmo e, de lambuja, firmar sua personalidade, destacar-se da paisagem. Claro que não se deve lutar insanamente contra as convenções só por serem convenções - muitas delas nos servem e, se nos servem, nada há de errado com elas. Estão aí para facilitar nossa vida. Mas se não facilitam, outro jeito há de ter.


Um jeito próprio de ser alguém, em vez de simplesmente reproduzir os diversos jeitos coletivos de ser mais um.


Martha Medeiros - Jornal O Globo - 13/02/2005


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