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domingo, 20 de dezembro de 2009

Touch wood-Copenhagen

Climate change and forests
Touch wood
Dec 17th 2009 COPENHAGEN
From The Economist print edition


Everyone agrees on the need to save trees, but the details are still tricky


WHATEVER else historians say about the Copenhagen talks on climate change, they may be remembered as a time when the world concluded that it must protect forests, and pay for them. In the Kyoto protocol of 1997, forests were a big absentee: that was partly because sovereignty-conscious nations like Brazil were unwilling, at any price, to accept limits on their freedom to fell.


All that is history. As the UN talks went into their second week, trees looked like being one of the few matters on which governments could more or less see eye to eye. Over the past two years, skilful campaigning by pro-forest groups has successfully disseminated the idea that trees cannot be ignored in any serious deliberation on the planet’s future.


Most people at the summit accepted the case that is endlessly made by friends of the forest: cutting down trees contributes up to 20% of global greenhouse emissions, and avoiding this loss would be a quick, cheap way of limiting heat-trapping gases. Unless forests are better protected, so their argument goes, dangerous levels of climate change look virtually inevitable.


On December 16th six rich nations gave advocates of that view a boost when they pledged $3.5 billion as a down payment on a much larger effort to “slow, halt and eventually reverse” deforestation in poor countries. The benefactors—Australia, France, Japan, Norway, Britain and the United States—endorsed tree protection in terms that went beyond the immediate need to stem emissions. Keeping trees standing would protect biodiversity and help development of the right sort, they said.


In lines that could have come from a green campaigner, Gordon Brown said the forests “provide a global service in soaking up the pollution of the world.” Unless action was taken, “these forests could be lost for ever, impacting not only the global climate but on the livelihoods of 90% of the 1.2 billion people” who rely on trees for a living. The money stumped by the six countries was a first instalment of the $25 billion needed between now and 2015 to cut deforestation by a quarter. In a rare synergy between Britain’s ceremonial rulers and its real ones, the effort to gather up $25 billion in pledges has been led by the Prince’s Rainforests Project, a charity run by the heir to the British throne, Prince Charles: his predilection for the green and organic has been a gift to British comics but went down well in Denmark.Impressive as it was, the rich nations’ offer did not settle the questions that need resolving in any global forest deal. One was whether or not to include timetables and targets. The most ambitious proposals called for a 50% reduction in deforestation by 2020 and a complete halt by 2030. But forested nations were unwilling to accept those ideas until they saw what the rich world was offering.


The other question was how so much money will be ladled out, how it will be raised and who would receive it: national governments, regional authorities or local people, including the indigenous. Any plan that did not give local people cause to keep their trees standing would surely fail. But some have argued that doling out cash to forest-dwellers is too crude an approach; it may be better to help non-forest areas yield more crops, or to concentrate on restoring marginal land to farming. Advocates of national approaches—involving entire countries, not small areas—say local efforts cause “leakage” as felling is stopped in one place but shifts to another.


Tony La Viña, the chief negotiator on the UN initiative known as “Reducing Emissions from Deforestation and Forest Degradation (REDD)” was optimistic, as of December 16th, that the issues left to settle were “manageable.” The fact that REDD has been broadened to include rewards for countries that have conserved their forests (as opposed to repentant sinners) is an encouraging sign. But that does not mean the problems are negligible.


The question of how much money to raise from government transfers, and how much from carbon trading, is not merely of concern to radical greens. Some Europeans fear that throwing forests into the carbon market will depress the price; but for America’s Congress, a healthy market in offsets may be the only thing that makes payment to protect forests palatable.Supporters of REDD say it offers performance-related finance for saving forests on a far larger scale than ever before. It aims to ensure rigorous verification. The proposal’s critics insist that a superficially good deal could prove terrible because of loopholes in carbon accounting. These may come from inflated national baselines for deforestation, or allowances that permit some sorts of tree-felling to be ignored. Sceptics also claim that REDD ignores some causes of deforestation, like the demand for soy, beef, palm oil, and timber which tempts people to act illegally.


But things are changing on that front. Green groups want firms to shrink their “forest footprint”—and some are responding. On December 11th Unilever, a giant food company, said it was abandoning one of its palm-oil suppliers because of doubts about what it is doing in some of the world’s forests. That is sobering for anybody tempted to chop down rainforest and plant something more immediately lucrative. In the longer term, Copenhagen’s decisions may do a lot more to make the forests lucrative in themselves.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

LÍDERES ARREPENDIDOS

LÍDERES ARREPENDIDOS

As ONGs Greenpeace e TicTacTicTac espalharam outdoors pelo aeroporto de Copenhague, que desde do dia 7 de dezembro sedia a Cop 15, considerada a mais importante conferência internacional sobre mudanças climáticas desde Kyoto, em 1997. Nos cartazes, líderes mundiais envelhecidos são mostrados no ano de 2020 pedindo desculpas por não ter evitado a catástrofe climática.






























































segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

COP 15 e o Prof.Dr. Aziz Ab S´Aber

créditos:
Reportagem [http://www.spiegel.de/international/europe/0,1518,666317,00.html] do Der Spiegel, no UOL Notícias.

Ponderado, o professor, critica os que ele chama de "terroristas do clima": "Não tenho dúvida de que as causas (do aquecimento) não são tão perfeitas quanto eles pensam".

Ab'Saber estuda geografia há 68 anos (ingressou aos 17 no curso de geografia da USP), ele afirma que os "terroristas" não consideram os movimentos periódicos do clima ou as variações climáticas ao longo da história da Terra.

Sobre as consequências catastróficas prenunciadas pela maioria dos cientistas, ele também faz inúmeras ressalvas. Para ele, o aquecimento não causará a desertificação das florestas tropicais, ao contrário. "A tendência, no caso da mata Atlântica e da Amazônia, é que elas cresçam", defende.

Leia os principais trechos da entrevista:

Terra Magazine - O que o senhor está achando da 15ª Conferência das Partes da ONU em Copenhague, a COP-15?

Aziz Ab'Saber - Copenhague é uma farsa, quando eu vi que levaram cerca de 700 pessoas do Brasil pra lá eu disse "meu Deus", essas pessoas não terão um segundo pra falar, nem nada. Para mim, quando uma conferência passa de 1.000 pessoas na sala, elas ficam só ouvindo as metas e propostas dos outros. Não há espaço para debate ou questionamento. Além disso, os países levam metas irreais. Quando um país diz que vai reduzir 40%, por exemplo, não vai. Espertos são os países que levam metas baixinhas.

E quanto ao objetivo central da conferência: reduzir as emissões de CO2?

Não tenho a menor dúvida de que as causas não são tão perfeitas como eles pensam. Mas é fato que está havendo um aquecimento: Na cidade de São Paulo, no século passado, tinha 18,6 graus Celsius de temperatura média na área central. Hoje, tem entre 20,8 e 21,2 graus. Se a gente fizer a somatória de todas as cidades em São Paulo e as contas do desmate ocorrido no nosso território, veremos que com esses desmates o sol passou a bater diretamente no chão da paisagem. Se esse aquecimento é em função do calor das grandes cidades... O clima urbano deve ser considerado, porque evidentemente esse clima tem certa projeção espacial, em algumas cidades mais em outras menos. Há também que se considerar os efeitos das chamadas Células ou Ilhas de Calor, por que quando eu digo que a temperatura da cidade de São Paulo aumentou nesse século, eu não falo do estado como um todo, nem mesmo da cidade. A temperatura medida na área central é uma, nos Jardins é outra e, lá onde eu moro, perto de Cotia, é outra.

E os inúmeros alertas para as consequências do aquecimento: O aumento do nível do mar, a desertificação de florestas...

Mas essas observações de que o aquecimento global vai derrubar a Amazônia são terroristas! Há um aquecimento?
Sim, seja ele mediano ou vagaroso, mas, quanto mais calor, a tendência, no caso da mata Atlântica e da Amazônia, é que elas cresçam e não que sejam reduzidas. Parece que essas pessoas, esses terroristas do clima nunca foram para o litoral! A gente que observa o céu vê que as nuvens estão subindo e sendo empurradas para a Serra do Mar, levando mais umidade para dentro do território. Esses cientistas alarmistas não observam nada, não têm interdisciplinaridade. Na média, está havendo aquecimento, mas as consequências desse aquecimento não são como eles preveem. Mas essa é uma realidade não relacionada tão diretamente com a poluição atmosférica do globo e pode sofrer críticas sérias de pessoas com maior capacidade de observação.

Esse ano nós tivemos um clima problemático... Enchentes sérias em São Paulo, em Santa Catarina...

Esse ano é um ano anômalo, El Niño funcionou por causa do aquecimento do Pacífico equatorial, a umidade veio pra leste, bateu na Colômbia, lá houve problemas sérios, inundações. Aqui, essa massa de ar úmida entrou pela Amazônia e outras regiões sul-sudeste, e perturbou todo o sistema de massas de ar no Brasil. E continua, isso vem desde novembro do ano passado até hoje. Quando o pessoal diz: "Olha, está muito calor, o aquecimento!", eles não sabem as consequências das perturbações climáticas periódicas. E aí entra o problema da periodicidade climáticas que ninguém fala! Se não falarem disso lá em Copenhague, será uma tristeza para a climatologia. A periodicidade do El Niño é de 12 em 12, 13 em 13, ou 26 em 26 anos. Então ontem, no jornal, alguém disse: "O último ano que fez tanto calor foi em 1998". Há 11 anos, a medida do El Niño, então esse calor, essas chuvas, é um tempo diferenciado provocado pelo El Niño.

E o que aconteceu?

O que aconteceu naturalmente? Sem indústria, sem nada: Entre 23 mil e 12 mil anos A.P. (termo da Arqueologia, significa "Antes do Presente". Tendo por base o ano de 1950), houve um período muito crítico. O planeta passou por um período de glaciação. Devido ao congelamento de águas marinhas nos pólos Norte e Sul, o nível dos oceanos era cerca de 90 metros mais baixo do que o registrado hoje. A partir de 12 mil anos atrás, cessou o clima frio e começou a haver um aquecimento progressivo. Com isso, o nível do mar subiu, ele tinha descido 95 metros.

Isto, por conta do aquecimento...

Com o aquecimento, as grandes manchas florestais, que haviam se reduzido a refúgios, cresceram. A esse processo, que aconteceu principalmente na costa brasileira, eu dei o nome de "A Réplica do calor" e o período foi chamado de Optimum climático. Durante esse Optimum climático, o calor foi tão grande que o nível do mar subiu, embocando nas costas mundiais, formando baías, golfos, rias (canal ou braço do mar).

E o que aconteceu depois?

Houve mais chuvas, o que favoreceu a continuidade das florestas. O optimum é uma fase da história climática do mundo que vários cientistas e o próprio IPCC não consideram. Como naquele período, nem a mata Atlântica nem a Amazônia desapareceram do mapa, não é certo dizer que até 2100 a Amazônia vai virar cerrado.

Qual é o principal risco do aquecimento, então?

Conclusão: se está havendo certo nível de aquecimento que é antrópico (relativo à ação do homem), o que irá acontecer é certo degelo - que não é relacionado com as coisas que eles falam lá de supra atmosfera, o homem tem uma pequena parcela nisso. A conclusão que se chega é que haverá impactos nas cidades costeiras. Realmente é perigoso: há aquecimento, há degelo e o mar está subindo.

Mas esse aquecimento é controlável pelo homem? É possível impedi-lo?

Não é possível. O que é possível é que as cidades costeiras comecem já seus projetos para defender as ruas principais, mais rasas. A redução da emissão de gás carbônico pelo homem vai amenizar um pouco esse processo, mas eles falam nisso sem lembrar a periodicidade, eu não desprezo o fato que as emissões de CO2 podem influir na climatologia do mundo, mas eu acho ruim que eles não conhecem dinâmica climática, não sabem nada do que já aconteceu no passado de modo natural e estão facilitando a vida dos que querem aproveitar-se da situação.

Quem são esses?

Por exemplo, o governador do Amazonas, Eduardo Braga (PMDB-AM), que disse recentemente: "Nossa região é uma vítima do aquecimento global, não a vilã". Eles pensam assim: "Já que o aquecimento global vai mesmo destruir a Amazônia, que deixe a floresta para nós". A senadora Kátia Abreu (DEM-TO), diz que agricultura nunca afetou em nada o meio ambiente... O problema é o mesmo, na Amazônia, a diminuição da mata que permaneceu quase intacta até 1950. Eu estive lá: Era tão difícil estudar lá, de tão ampla que era a mata, biodiversa e densa.

E Hoje?

Vai lá pra ver como está. O desmate da cidade é incrível! Tem uma coisa que eu não gosto de dizer para jornalista... Mas vou dizer: Todo espaço virou mercadoria! Nos arredores da cidade, especulação. Não são produzidas coisas economicamente boas para o Estado e para o País. O espaço é todo deles!

Terra Magazine

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Ocean acidification rates pose disaster for marine life

Ocean acidification rates pose disaster for marine life, major study shows
Report launched from leading marine scientists at Copenhagen summit shows seas absorbing dangerous levels of CO2

Severin Carrel
guardian.co.uk, Thursday 10 December 2009 10.52 GMT
Article history






















Thousands of glassfish, on the edge of the coral reef near Sharm el-Sheikh, Egypt. Photograph: Tarik Tinazay/AFP/Getty Images


The world's oceans are becoming acidic at a faster rate than at any time in the last 55m years, threatening disaster for marine life and food supplies across the globe, delegates at the UN climate conference in Copenhagen have been warned.

A report by more than 100 of Europe's leading marine scientists, released at the climate talks this morning, states that the seas are absorbing dangerous levels of carbon dioxide as a direct result of human activity. This is already affecting marine species, for example by interfering with whale navigation and depleting planktonic species at the base of the food chain.

Ocean acidification – the facts says that acidity in the seas has increased 30% since the start of the industrial revolution. Many of the effects of this acidification are already irreversible and are expected to accelerate, according to the scientists.

The study, which is a massive review of existing scientific studies, warns that if CO2 emissions continue unchecked many key parts of the marine environment – particularly coral reefs and the algae and plankton which are essential for fish such as herring and salmon – will be "severely affected" by 2050, leading to the extinction of some species.
Dr Helen Phillips, chief executive of Natural England, which co-sponsored the report, said: "The threat to the delicate balance of the marine environment cannot be overstated - this is a conservation challenge of unprecedented scale and highlights the urgent need for effective marine management and protection."

Although oceans have acidified naturally in the past, the current rate of acidification is so fast that it is becoming extremely difficult for species and habitats to adapt. "We're counting it in decades, and that's the real take-home message," said Dr John Baxter a senior scientist with Scottish Natural Heritage, and the report's co-author. "This is happening fast."

The report, published by the EU-funded European Project on Ocean Acidification, a consortium of 27 research institutes and environment agencies, states that the survival of a number of marine species is affected or threatened, in ways not recognised and understood until now. These species include:

• whales and dolphins, who will find it harder to navigate and communicate as the seas become "noisier". Sound travels further as acidity increases. Noise from drilling, naval sonar and boat engines is already travelling up to 10% further under water and could travel up to 70% further by 2050.

• brittle stars (Ophiothrix fragilis) produce fewer larvae because they need to expend more energy maintaining their skeletons in more acid seas. These larvae are a key food source for herring.

• tiny algae such as Calcidiscus leptoporus which form the basis of the marine food chain for fish such as salmon may be unable to survive.

• young clownfish will lose their ability to "smell" the anemone species that they shelter in. Experiments show that acidification interferes with the species' ability to detect the chemicals that give "olfactory cues".

The report predicts that the north Atlantic, north Pacific and Arctic seas – a crucial summer feeding ground for whales - will see the greatest degree of acidification. It says that levels of aragonite, the type of calcium carbonate which is essential for marine organisms to make their skeletons and shells, will fall worldwide. But because cold water absorbs CO2 more quickly, the study predicts that levels of aragonite will fall by 60% to 80% by 2095 across the northern hemisphere.

"The bottom line is the only way to slow this down or reverse it is aggressive and immediate cuts in CO2," said Baxter. "This is a very dangerous global experiment we're undertaking here."
Written for policy makers and political leaders, the document is being distributed worldwide, with 32,000 copies printed in five major languages including English, Chinese and Arabic. Every member of the US congress, now struggling to agree a binding policy on CO2 emissions, will be sent a copy.

Congressman Brian Baird, a Democrat representative from Washington state, who championed a bill in Congress promoting US research on ocean acidification, said these findings would help counter climate change sceptics, since acidification was easily and immediately measurable.

"The consequences of ocean acidification may be every bit as grave as the consequences of temperature increases," he said. "It's one thing to question a computer extrapolation, or say it snowed in Las Vegas last year, but to say basic chemistry doesn't apply is a real problem [for the sceptics]. I think the evidence is really quite striking."


From:
http://www.guardian.co.uk/environment/2009/dec/10/ocean-acidification-epoca

UM MAR DE ENCRENCAS

10 de Dezembro de 2009



Na região de Abrolhos, a exploração de petróleo e a carcinicultura ameaçam uma grande área de algas calcáreas, que funcionam como depósitos de carbono.

















São Paulo (SP) — Desde o grande escape de gás metano no fundo do mar, há 55 milhões de anos, os oceanos não experimentavam um processo de acidificação tão veloz como o que anda acontecendo atualmente. A conclusão faz parte de um estudo assinado por mais de 100 cientistas europeus, ligados a 27 instituições de pesquisa marinha do continente, que foi distribuído nesta quinta-feira em Copenhague pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), ligada à ONU.


A aceleração da acidificação é consequência direta da absorção, pelos mares, de níveis cada vez mais altos de CO2, o que torna os oceanos vítimas do aquecimento global. Os oceanos absorvem naturalmente o carbono que está na atmosfera. Mas o aumento do nível de emissões faz com que eles capturem CO2 em quantidades excessivas, contribuindo para a decadência da sua biodiversidade e comprometendo sua função como sumidouros naturais de carbono. Várias espécies já estão sofrendo os efeitos do processo. Baleias e golfinhos estão perdendo sua capacidade de navegação. Plânctons, que estão na base da cadeia alimentar marinha, estão sumindo.




O estudo, ‘Ocean acidification – the facts’ (‘Acidificação dos Oceanos, os fatos’) foi distribuído para todos os participantes das negociações sobre o clima. Ele expõe uma realidade alarmante. A acidificação dos mares cresceu em 30% desde o início da Revolução Industrial. Mantidos os índices atuais nas emissões de CO2, a acidez dos oceanos pode aumentar em 120% até 2060, colocando em risco uma importante fonte de alimentos para a humanidade. Para Dan Laffoley, editor-chefe do relatório e um dos diretores da IUCN, “o processo de acidificação dos oceanos pode ser melhor descrito como o irmão gêmeo maligno do aquecimento global”.


Segundo o jornal britânico “The Guardian”, o relatório aponta que diversas espécies já estão criticamente em perigo devido a essas alterações. Cita entre outros animais pequenas algas como a Calcidiscus leptoporus, que é um importante elemento da base na cadeia alimentar marinha. As estruturas de corais, berços importantes da biodiversidade nos mares, estão morrendo graças ao volume de acidez nos oceanos. Ela também aumenta a propagação de sons debaixo d’água, atrapalhando a comunicação entre cetáceos e prejudicando sua capacidade de orientação.
Os cientistas divulgaram que os mares do Atlântico e do Pacífico Norte – fundamentais na alimentação durante o verão para diversas espécies de baleias – sofrerão os maiores índices de acidificação. Eles chamam atenção para os níveis de aragonita, um tipo de carbonato de cálcio essencial para a formação de esqueletos e conchas de diversos organismos e que será reduzido em todo o mundo. Como águas frias absorvem CO2 com maior velocidade, o estudo prevê que os níveis de aragonita cairão entre 60% a 80% até 2095 no Hemisfério Norte.


A única maneira de reverter este processo é pelo caminho já conhecido. “Temos de investir na redução das emissões de gases devem ser agressivas e imediatas”, diz John Baxter, um dos autores do relatório. O documento esta sendo distribuindo em todo o mundo para tomadores de decisão e líderes políticos. Sendo a acidificação um evento de fácil identificação e imediatamente mensurável, a idéia é conseguir desarmar os céticos sobre o aquecimento global e reposicionar o papel dos oceanos no processo de negociação sobre o clima dando ao tema a devida importância.
O Greenpeace defende 40% de áreas marinhas protegidas em águas internacionais para garantir a biodiversidade e a saúde dos oceanos.


Fontes: http://www.greenpeace.org/brasil/oceanos/noticias/um-mar-de-encrencas ;
http://www.epoca-project.eu/index.php/Ocean-Acidification-the-facts.html ;
http://www.guardian.co.uk/environment/2009/dec/10/ocean-acidification-epoca