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quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Ocean acidification rates pose disaster for marine life

Ocean acidification rates pose disaster for marine life, major study shows
Report launched from leading marine scientists at Copenhagen summit shows seas absorbing dangerous levels of CO2

Severin Carrel
guardian.co.uk, Thursday 10 December 2009 10.52 GMT
Article history






















Thousands of glassfish, on the edge of the coral reef near Sharm el-Sheikh, Egypt. Photograph: Tarik Tinazay/AFP/Getty Images


The world's oceans are becoming acidic at a faster rate than at any time in the last 55m years, threatening disaster for marine life and food supplies across the globe, delegates at the UN climate conference in Copenhagen have been warned.

A report by more than 100 of Europe's leading marine scientists, released at the climate talks this morning, states that the seas are absorbing dangerous levels of carbon dioxide as a direct result of human activity. This is already affecting marine species, for example by interfering with whale navigation and depleting planktonic species at the base of the food chain.

Ocean acidification – the facts says that acidity in the seas has increased 30% since the start of the industrial revolution. Many of the effects of this acidification are already irreversible and are expected to accelerate, according to the scientists.

The study, which is a massive review of existing scientific studies, warns that if CO2 emissions continue unchecked many key parts of the marine environment – particularly coral reefs and the algae and plankton which are essential for fish such as herring and salmon – will be "severely affected" by 2050, leading to the extinction of some species.
Dr Helen Phillips, chief executive of Natural England, which co-sponsored the report, said: "The threat to the delicate balance of the marine environment cannot be overstated - this is a conservation challenge of unprecedented scale and highlights the urgent need for effective marine management and protection."

Although oceans have acidified naturally in the past, the current rate of acidification is so fast that it is becoming extremely difficult for species and habitats to adapt. "We're counting it in decades, and that's the real take-home message," said Dr John Baxter a senior scientist with Scottish Natural Heritage, and the report's co-author. "This is happening fast."

The report, published by the EU-funded European Project on Ocean Acidification, a consortium of 27 research institutes and environment agencies, states that the survival of a number of marine species is affected or threatened, in ways not recognised and understood until now. These species include:

• whales and dolphins, who will find it harder to navigate and communicate as the seas become "noisier". Sound travels further as acidity increases. Noise from drilling, naval sonar and boat engines is already travelling up to 10% further under water and could travel up to 70% further by 2050.

• brittle stars (Ophiothrix fragilis) produce fewer larvae because they need to expend more energy maintaining their skeletons in more acid seas. These larvae are a key food source for herring.

• tiny algae such as Calcidiscus leptoporus which form the basis of the marine food chain for fish such as salmon may be unable to survive.

• young clownfish will lose their ability to "smell" the anemone species that they shelter in. Experiments show that acidification interferes with the species' ability to detect the chemicals that give "olfactory cues".

The report predicts that the north Atlantic, north Pacific and Arctic seas – a crucial summer feeding ground for whales - will see the greatest degree of acidification. It says that levels of aragonite, the type of calcium carbonate which is essential for marine organisms to make their skeletons and shells, will fall worldwide. But because cold water absorbs CO2 more quickly, the study predicts that levels of aragonite will fall by 60% to 80% by 2095 across the northern hemisphere.

"The bottom line is the only way to slow this down or reverse it is aggressive and immediate cuts in CO2," said Baxter. "This is a very dangerous global experiment we're undertaking here."
Written for policy makers and political leaders, the document is being distributed worldwide, with 32,000 copies printed in five major languages including English, Chinese and Arabic. Every member of the US congress, now struggling to agree a binding policy on CO2 emissions, will be sent a copy.

Congressman Brian Baird, a Democrat representative from Washington state, who championed a bill in Congress promoting US research on ocean acidification, said these findings would help counter climate change sceptics, since acidification was easily and immediately measurable.

"The consequences of ocean acidification may be every bit as grave as the consequences of temperature increases," he said. "It's one thing to question a computer extrapolation, or say it snowed in Las Vegas last year, but to say basic chemistry doesn't apply is a real problem [for the sceptics]. I think the evidence is really quite striking."


From:
http://www.guardian.co.uk/environment/2009/dec/10/ocean-acidification-epoca

UM MAR DE ENCRENCAS

10 de Dezembro de 2009



Na região de Abrolhos, a exploração de petróleo e a carcinicultura ameaçam uma grande área de algas calcáreas, que funcionam como depósitos de carbono.

















São Paulo (SP) — Desde o grande escape de gás metano no fundo do mar, há 55 milhões de anos, os oceanos não experimentavam um processo de acidificação tão veloz como o que anda acontecendo atualmente. A conclusão faz parte de um estudo assinado por mais de 100 cientistas europeus, ligados a 27 instituições de pesquisa marinha do continente, que foi distribuído nesta quinta-feira em Copenhague pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), ligada à ONU.


A aceleração da acidificação é consequência direta da absorção, pelos mares, de níveis cada vez mais altos de CO2, o que torna os oceanos vítimas do aquecimento global. Os oceanos absorvem naturalmente o carbono que está na atmosfera. Mas o aumento do nível de emissões faz com que eles capturem CO2 em quantidades excessivas, contribuindo para a decadência da sua biodiversidade e comprometendo sua função como sumidouros naturais de carbono. Várias espécies já estão sofrendo os efeitos do processo. Baleias e golfinhos estão perdendo sua capacidade de navegação. Plânctons, que estão na base da cadeia alimentar marinha, estão sumindo.




O estudo, ‘Ocean acidification – the facts’ (‘Acidificação dos Oceanos, os fatos’) foi distribuído para todos os participantes das negociações sobre o clima. Ele expõe uma realidade alarmante. A acidificação dos mares cresceu em 30% desde o início da Revolução Industrial. Mantidos os índices atuais nas emissões de CO2, a acidez dos oceanos pode aumentar em 120% até 2060, colocando em risco uma importante fonte de alimentos para a humanidade. Para Dan Laffoley, editor-chefe do relatório e um dos diretores da IUCN, “o processo de acidificação dos oceanos pode ser melhor descrito como o irmão gêmeo maligno do aquecimento global”.


Segundo o jornal britânico “The Guardian”, o relatório aponta que diversas espécies já estão criticamente em perigo devido a essas alterações. Cita entre outros animais pequenas algas como a Calcidiscus leptoporus, que é um importante elemento da base na cadeia alimentar marinha. As estruturas de corais, berços importantes da biodiversidade nos mares, estão morrendo graças ao volume de acidez nos oceanos. Ela também aumenta a propagação de sons debaixo d’água, atrapalhando a comunicação entre cetáceos e prejudicando sua capacidade de orientação.
Os cientistas divulgaram que os mares do Atlântico e do Pacífico Norte – fundamentais na alimentação durante o verão para diversas espécies de baleias – sofrerão os maiores índices de acidificação. Eles chamam atenção para os níveis de aragonita, um tipo de carbonato de cálcio essencial para a formação de esqueletos e conchas de diversos organismos e que será reduzido em todo o mundo. Como águas frias absorvem CO2 com maior velocidade, o estudo prevê que os níveis de aragonita cairão entre 60% a 80% até 2095 no Hemisfério Norte.


A única maneira de reverter este processo é pelo caminho já conhecido. “Temos de investir na redução das emissões de gases devem ser agressivas e imediatas”, diz John Baxter, um dos autores do relatório. O documento esta sendo distribuindo em todo o mundo para tomadores de decisão e líderes políticos. Sendo a acidificação um evento de fácil identificação e imediatamente mensurável, a idéia é conseguir desarmar os céticos sobre o aquecimento global e reposicionar o papel dos oceanos no processo de negociação sobre o clima dando ao tema a devida importância.
O Greenpeace defende 40% de áreas marinhas protegidas em águas internacionais para garantir a biodiversidade e a saúde dos oceanos.


Fontes: http://www.greenpeace.org/brasil/oceanos/noticias/um-mar-de-encrencas ;
http://www.epoca-project.eu/index.php/Ocean-Acidification-the-facts.html ;
http://www.guardian.co.uk/environment/2009/dec/10/ocean-acidification-epoca

quinta-feira, 25 de junho de 2009

30% das espécies de tubarão de mar aberto estão 'ameaçadas de extinção', diz estudo

30% das espécies de tubarão de mar aberto estão 'ameaçadas de extinção', diz estudo


Por BBC Brasil, http://www.bbc.co.uk/portuguese,
Última atualização: 25/6/2009 4:59




O primeiro estudo para determinar o estado de conservação global das 64 espécies de tubarões e arraias de alto mar revelou que 32% estão ameaçadas de extinção, disse o Grupo Especializado em Tubarões da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN, na sigla em inglês).
A ameaça vem principalmente da pesca excessiva, de acordo com os técnicos. Segundo eles, os tubarões são "profundamente vulneráveis" a essa prática porque leva muitos anos para que várias espécies atinjam a maturidade e há relativamente poucos animais jovens.

"E, apesar das crescentes ameaças, os tubarões continuam virtualmente desprotegidos no alto mar", disse Sonja Fordham, vice-diretora do Grupo Especializado em Tubarões.

"Nós documentamos sério caso de pesca excessiva destas espécies tanto em águas nacionais quanto internacionais. Isto demonstra uma clara necessidade de ação imediata em escala global."

'Ação demorada'
A FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) reconheceu a ameaça potencial aos tubarões há mais de uma década, quando lançou um plano de ação para a conservação dos animais em 1999.
Mas "o pedido para melhoria dos dados de pesca por parte dos países-membros (...) vem sendo dolorosamente lento e simplesmente inadequado", disse este estudo da IUCN.
Vários tubarões de alto mar acabam sendo pegos por redes de pesca de atum e peixe-espada.
Embora alguns acabem acidentalmente presos em redes, eles estão sendo cada vez mais procurados para a extração da carne, dentes e óleo de fígado e, por causa da alta demanda na Ásia por suas barbatanas.

Barbatanas
A lista da IUCN inclui duas espécies de tubarão-martelo, que costumam ter suas barbatanas retiradas antes de serem jogados de volta no mar.

"Os tubarões-martelo são um caso especial porque eles têm barbatanas de qualidade muito alta mas carne de qualidade baixa", disse Sonja Fordham, vice-diretora do Grupo Especializado em Tubarões. "A proibição da União Europeia da extração das barbatanas é uma das mais fracas do mundo."

"A melhor forma de colocar esta proibição em prática é proibir a remoção das barbatanas no mar. Mas, pela União Europeia, você pode retirá-las desde que as barbatanas trazidas para terra pesem menos de 5% do peso do animal." (absurdooooo isso!!! =X )

"A IUCN estima que, por esta norma, pode-se tirar as barbatanas e jogar fora de dois a três tubarões para cada tubarão mantido", disse Fordham.

Até o final deste ano, o Grupo Especializado em Tubarões vai publicar um relatório completo com a situação de todas as 400 espécies de tubarões, e parentes próximos entre arraias.


fonte:http://verde.br.msn.com/artigo.aspx?cp-documentid=20540299

O pior de tudo isso é a União Européia, formada por países que dizem ser desenvolvidos, cultos e evoluidos, legitimar uma selvageria como essa ...LAMENTÁVEL!!
...estão cavando seu próprio fim, destruindo o príncipal representante do topo de nossa cadeia evolutiva!!!
O ser humano me enoja as vezes...nosso fim está próximo, bem próximo!!!
=(

domingo, 21 de junho de 2009

Gigante cruza o azul dos mares

Cristiane Prizibisczki
17/06/2009, 15:22

Para quem gosta de mergulhar, uma boa pedida é o litoral sul paulista. Isso porque está começando o período de maior ocorrência de raias-jamanta (Manta birostris) nos arredores da Laje de Santos (SP). De junho a agosto é possível observar até dez vezes mais indivíduos do que em outros períodos. A temporada começou em maio e vai até setembro.

A raia-jamanta é maior entre as espécies de raias. De corpo em forma de losango, calda fina e sem esporão, a espécie pode chegar a seis metros de envergadura. Ela se desloca “batendo” as nadadeiras peitorais com
o asas e, ocasionalmente, os animais podem executar curtos “vôos” fora d´água.
Exuberante e passiva, a espécie sofre principalmente com a pesca ilegal em áreas que deveriam estar protegidas, como o Parque Estadual da Laje de Santos, local de maior ocorrência no Brasil. Redes de arrasto, espécies de sacos que são arrastados no fundo do mar ou a meia profundidade, e espinhéis, linhas com diversos anzóis, são grandes inimigos da espécie, que frequentemente fica presa a eles.
Durante a temporada, o Instituto Laje Viva realiza saídas a campo em busca do animal. A entidade não-governamental trabalha com monitoramento da espécie desde 2007 e para a preservação das raias-jamanta no litoral sul paulista, lutando para que acidentes como esses não aconteçam. Por lá, já foram registrados 63 indivíduos diferentes.
Mas não precisa ser pesquisador para participar do projeto. Registros fotográficos de qualquer mergulhador podem integrar o acervo da entidade e ajudar o Laje Viva na luta pela preservação das raias.

Mais informações em www.lajeviva.org.br

Fonte: http://www.oeco.com.br/reportagens/37-reportagens/21946-gigante-cruza-o-azul-dos-mares