quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

O Melhor de 2009!



O Melhor de 2009!
07.01-16.01-24.01-30.01-31.01-06.02-07.02-14.02-01.03-07.03-
12.03-21.03-29-03-30.03-03.04-12.04-16.04-21.04-01.05-03.05-
10.05-14.05-16.05-13.06-27.06-28.06-05.07-07.07-13.07-18.07-
21.07-24.07-01.08-08.08-13.08-14.08-20.08-25.08-27.08-
29.08-30.08-08.09-10.09-12.09-13.09-19.09-23.09-24.09-
25.09-26.09-27.09-02.10-03.10-04.10-07.10-11.10-24.10-25.10-
07.11-08.11-09.11-14.11-19.11-20.11-21.11-
24.11-28.11-29.11-30.11-03.12-06.12-07.12-08.12-
12.12-17.12-19.12- 21.12-22.12-23.12-24.12-25.12-26.12-27.12-28.12-29.12-30.12-
31.12.


[Que em 2010...] Você PODE! Você DEVE!

Por Fábio Yabu






sábado, 26 de dezembro de 2009

A Rotina do Verão!!

A minha cara, a Sua cara...

A Nossa Cara!
=)

A ALEGRIA é a rotina do verão.
A ousadia é a rotina da invenção.
A brisa é a rotina da carícia.
A rotina da água é a delícia.
O encontro é a rotina da esquina.
A rotina dos olhos é a menina.
A sensação é a rotina do calor.
A rotina do corpo é o frescor.
A rima é a rotina da poesia.
A rotina da folga é o meio-dia.
A liberdade é a rotina de ser.
A rotina dos sentidos é o prazer.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

A MODERNIDADE DA ÁRVORE DE NATAL

De onde vem a idéia de enfeitar um pinheiro com luzes e esferas vermelhas no solstício de inverno no hemisfério norte em comemorações desde os tempos pré-cristãos?

O solstício de inverno significa o dia do ano com maior tempo de escuridão e menor tempo de luz, ou seja, o dia 23 de dezembro possui a noite mais longa do ano e desde tempos antigos este dia fora consagrado como um dia especial quando a luz interior, uma luz especial deveria ser acesa imaginativamente no ser humano no dia de menor luz exterior. Caso não consigamos entender o significado da festa de Natal em sua dimensão temporal e espacial, a festa se torna ainda mais incompreensível no hemisfério sul quando vivemos o solstício de verão. Nosso solstício de inverno brasileiro acontece durante a festa de São João, portanto são festas irmãs em termos de significado e complementaridade.

O resgate do significado das tradições é fundamental em nossa vida moderna, que vem se caracterizando pela crescente velocidade, pela falta de ritmos, pela desconexão da natureza e pelo enorme apelo ao consumismo que promove estas festas destituídas de sentido. O resgate dos significados dos símbolos permite, ao contrário, um processo de desaceleração em dias especiais, uma conexão aos ritmos da natureza que pode nos trazer uma reaproximação com a Terra e com nossos processos internos de desenvolvimento.

Segundo o filósofo Rudolf Steiner (1861-1925) a Árvore de Natal corresponde a uma fusão de duas arvores, ou melhor, de duas famílias botânicas com características bem distintas: uma conífera, especialmente o pinheiro, e uma rosácea, especialmente a macieira e a roseira, desde a cultura egípcia antiga pré-cristã.

As coníferas correspondem às árvores mais antigas de nosso planeta, ainda antes dos dinossauros no período geológico Carbonífero, existiam estas árvores de sementes nuas (as pinhas), literalmente classificadas como gimnospermas, representando até hoje as árvores de maior longevidade. As três árvores mais antigas catalogadas pelos estudos de seus anéis são três coníferas denominadas Prometheus, um Pinus aristata norte-americano de 5000 anos, Methuselah, um Pinus longaeva norte-americano de 4800 anos e Sarv-e-Abarkooh, um cipreste iranianao de 4000 anos. Estas árvores significam vida e representam a mítica ÁRVORE DA VIDA da mitologia judaico-cristã na criação do mundo no Jardim do Éden.

As rosáceas, bem mais recentes já no período terciário dos mamíferos gigantes correspondem às angiospermas modernas. Esta família se caracteriza por um lado pela sua enorme dureza e formação de acúleos e espinhos e por outro lado pela sua intensa formação de açúcar e néctar nas flores e frutos, revelando uma forte conexão com a terra e com o cosmos. Por esta razão e pela estrutura das sépalas, pétalas e sementes na forma de uma estrela de cinco pontas, as Rosáceas representam o SER HUMANO. Segundo o Steiner o ser humano é “aquele que possui o pé no chão e a cabeça nas estrelas”, com uma forma de pentagrama. A maça, cujo receptáculo da flor tornou carnudo e perfumado, mantendo consistência firme, na antiguidade assumiu a representação da esfera terrestre, generosa, altruísta para alimentar outras formas de vida. A macieira representou tanto o desenvolvimento humano que seu nome em latim é Mali, A ÁRVORE DO CONHECIMENTO DO BEM E DO MAL.

Ao contemplarmos a ÁRVORE DE NATAL, encontramos uma integração entre a ÁRVORE DA VIDA e a ÁRVORE DO CONHECIMENTO. No mito de Seth, encontrado nos escritos apócrifos do antigo testamento, existe uma referência a esta Árvore. Este mito se refere ao momento da morte de Adão, pai de Seth, Caim e Abel. Durante sua morte, Seth vai à procura de ajuda e regressa ao “Paraíso” guardado por um Querubim que permite que Seth adentre no Jardim do Éden, agora resguardado pelo Arcanjo Micael. Este por sua vez aponta para a Árvore existente no meio do Jardim, uma fusão das lendárias Árvores da Vida e do Conhecimento do Bem e do Mal que antes estavam separadas. Permite que Seth apanhe três sementes e volte a seu pai. Ao encontrá-lo, Seth introduz as sementes na boca do pai e simultaneamente ao processo de morte, se desenvolve uma frondosa Árvore de Luz que segundo Steiner será a Árvore fonte de três pontes entre a Terra e o Céu, os Portões do Templo de Salomão, o Cajado de Moisés e a Cruz do Gólgota.

Estas três Árvores também podem ser encontradas no desenvolvimento do corpo humano. Durante o período embrionário, a partir da invaginação dos dois anexos, o saco vitelino ventralmente e o saco amniótico dorsalmente, são formados o intestino primitivo e o tubo neural, respectivamente. Dentro de uma perspectiva analógica, o tubo digestório pode ser relacionado à Árvore da Vida, também representada como Figueira (além do Pinheiro), cujo fruto está na origem etimológica do órgão fígado, um dos “frutos” do intestino primitivo. O sistema nervoso central, continuidade do tubo neural, pode ser relacionado á Árvore do Conhecimento. A ponte entre as duas árvores nasce como um broto do intestino primitivo e se dirige em direção ao sistema nervoso, ou seja, a Árvore Respiratória, cujo ritmo se imprime numa pulsação no líquido cefalorraquidiano. Esta “árvore-ponte” consegue permear os dois níveis de consciência dos dois sistemas, seja acordando o sistema nervoso na inspiração, seja nutrindo o sistema digestório na expiração. A imagem no início deste artigo, copiada de um vaso etrusco, pré-grego, mostra a Árvore da Vida ventral e a Árvore do Conhecimento dorsal ao ser humano.

Além das duas árvores unidas, no inicio da era cristã, a Árvore de Natal recebeu uma orientação em conformidade com o mito de “desenvolvimento das três sementes ou dos três véus”, ou seja, com o caminho de desenvolvimento que os Vedas indús denominavam de Manas, Buddhi e Atma. Estes estágios representam, respectivamente, a transformação de nossas dimensões psico-animais, vegetativas e físico-minerais. Embora vários indivíduos tenham adquirido o estado de Manas, considerados santos (ou sãos literalmente), poucos conquistaram o estado buddhico e apenas aos 33 anos Jesus de Nazaré, segundo Steiner, completou o desenvolvimento das três sementes, fechando o ciclo do mito de Seth.

Desta forma, a receita tradicional medieval para montar uma Árvore de Natal é: um pinheiro (ou um bom galho), 33 maças, 33 rosas (30 vermelhas e 3 brancas), 33 velas com seus suportes e os símbolos dos planetas. Idealmente se enfeita na véspera a árvore e se cobre com um véu. Na noite de Natal o véu é retirado, as 33 velas são acesas na luz apagada e se comemora o Natal a luz de velas. Um ambiente maravilhoso se cria ao redor desta árvore cheia de significados. Os 33 frutos das rosáceas e as 33 velas representam os 33 anos de vida de Jesus Cristo, sendo que as 3 rosas brancas, colocadas no alto da árvore, correspondem aos três últimos anos após o batismo, anos de intenso desenvolvimento humano. Os planetas significam a ponte entre a terra e o cosmos.

A modernidade da Árvore de Natal se esconde em seu maior significado, ou seja, a busca da integração de um estilo de vida que integre a VIDA (vida do movimento, da alimentação, do sono e do lazer) com o CONHECIMENTO (vida do estudo, vida intelectual, vida cultural, vida profissional) num ritmo social que integre o profano e o sagrado a cada dia.


Feliz Natal com ritmo e significado!!!

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

!...Vamos salvar o Natal...!

!...Vamos salvar o Natal...!

A primeira coisa seria minimizar o Papai Noel da Coca-Cola. Esse velhinho obeso, gastador, que nos estimula a comprar, comprar e comprar e que está, desde o final de novembro, molhado de suor, em TODOS os shoppings centers. Desculpe, bom velhinho, mas você ficou over. Não tem mais nada a ver com os tempos que vivemos.

O que vai salvar o Natal, é voltarmos ao principal sentido da festa no mundo ocidental: celebrarmos o nascimento do Cristo. Não o Jesus religioso, que morreu pelos pecadores e que faria você parar de ler este texto bem aqui. Não é desse Jesus que falo. Temos que resgatar o Jesus transformador. O ecologista. O Jesus que, há 2009 anos, abalou as estruturas da Roma perdulária e cheia de vícios, com suas idéias de vida simples e pensamentos elevados. De amor ao próximo. De comunhão com a natureza.

Temos que resgatar o Homem que disse que somos todos uma só família. Todos habitantes do mesmo planeta Terra. Eu, você que está lendo, o feirante, o doutor, o agricultor, o catador de papel. E que as diferenças impostas pela sociedade são cruéis e fonte da maioria dos nossos problemas.

Temos que resgatar o homem que, ao ver que a comida não dava para todos, dividiu-a. E, ao invés de uns poucos comerem muito, todos comeram um pouco. O homem magro, de modos frugais, que se satisfazia com frutas, grãos, mel, peixe (talvez) e não com leitões, cabritos, tenders, chesters, lombos, picanhas - geralmente, todos juntos na mesma ceia.

Temos que reviver as idéias do sujeito que introduziu o conceito de vida simples no ocidente. E praticou-a todos os dias em que viveu. Aquele homem que vivia apenas com o necessário, pois acreditava que os únicos bens que devemos acumular, são os valores que levamos dentro de nós. Que expulsou os mercadores do templo, pois uma coisa são valores da alma. Outra são os do dinheiro. E feliz é quem consegue diferenciá-los.

Renascer a alegria de um homem que vivia rodeado de amigos, que amava os animais, que viajava, que era carinhoso e benevolente com todos. Principalmente, com aqueles que erravam (isso me dá um alento, que nem te conto!).

Neste Natal, tenho pensado muito nisso. Pensando no aniversariante que, quando estudado livre das amarras e preconceitos da religião, revela-se um grande visionário. Um líder transformador, que parecia antever a encrenca que 2000 anos depois nos enfiaríamos. Em tempos de simplicidade voluntária e consumo consciente, não vejo ninguém melhor para seguirmos.

Que este ano, a gente consiga plantar a sementinha de um Natal verdadeiramente Cristão. Um Natal "menos" em tudo o que é material. E "mais" em alegria, risadas, comunhão com aqueles que amamos, divisão e confraternizaçã o. Um Natal com menos sobras. Nas lixeiras, na geladeira e nas parcelas do cartão de crédito. Essa é a minha sugestão.
!...Um Feliz Natal para você e para todos nós...!

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Natal Legal é Natal sem Embrulho

Natal Legal é Natal sem Embrulho!




Não embrulhe seus presentes, isso só gera um gasto desnecessário de papel.


Deixa a surpresa para suas atitudes!


Surpreenda as pessoas que vc ama com um abraço forte e um beijo estalado!!


;-)





Feliz Natal





domingo, 20 de dezembro de 2009

Touch wood-Copenhagen

Climate change and forests
Touch wood
Dec 17th 2009 COPENHAGEN
From The Economist print edition


Everyone agrees on the need to save trees, but the details are still tricky


WHATEVER else historians say about the Copenhagen talks on climate change, they may be remembered as a time when the world concluded that it must protect forests, and pay for them. In the Kyoto protocol of 1997, forests were a big absentee: that was partly because sovereignty-conscious nations like Brazil were unwilling, at any price, to accept limits on their freedom to fell.


All that is history. As the UN talks went into their second week, trees looked like being one of the few matters on which governments could more or less see eye to eye. Over the past two years, skilful campaigning by pro-forest groups has successfully disseminated the idea that trees cannot be ignored in any serious deliberation on the planet’s future.


Most people at the summit accepted the case that is endlessly made by friends of the forest: cutting down trees contributes up to 20% of global greenhouse emissions, and avoiding this loss would be a quick, cheap way of limiting heat-trapping gases. Unless forests are better protected, so their argument goes, dangerous levels of climate change look virtually inevitable.


On December 16th six rich nations gave advocates of that view a boost when they pledged $3.5 billion as a down payment on a much larger effort to “slow, halt and eventually reverse” deforestation in poor countries. The benefactors—Australia, France, Japan, Norway, Britain and the United States—endorsed tree protection in terms that went beyond the immediate need to stem emissions. Keeping trees standing would protect biodiversity and help development of the right sort, they said.


In lines that could have come from a green campaigner, Gordon Brown said the forests “provide a global service in soaking up the pollution of the world.” Unless action was taken, “these forests could be lost for ever, impacting not only the global climate but on the livelihoods of 90% of the 1.2 billion people” who rely on trees for a living. The money stumped by the six countries was a first instalment of the $25 billion needed between now and 2015 to cut deforestation by a quarter. In a rare synergy between Britain’s ceremonial rulers and its real ones, the effort to gather up $25 billion in pledges has been led by the Prince’s Rainforests Project, a charity run by the heir to the British throne, Prince Charles: his predilection for the green and organic has been a gift to British comics but went down well in Denmark.Impressive as it was, the rich nations’ offer did not settle the questions that need resolving in any global forest deal. One was whether or not to include timetables and targets. The most ambitious proposals called for a 50% reduction in deforestation by 2020 and a complete halt by 2030. But forested nations were unwilling to accept those ideas until they saw what the rich world was offering.


The other question was how so much money will be ladled out, how it will be raised and who would receive it: national governments, regional authorities or local people, including the indigenous. Any plan that did not give local people cause to keep their trees standing would surely fail. But some have argued that doling out cash to forest-dwellers is too crude an approach; it may be better to help non-forest areas yield more crops, or to concentrate on restoring marginal land to farming. Advocates of national approaches—involving entire countries, not small areas—say local efforts cause “leakage” as felling is stopped in one place but shifts to another.


Tony La Viña, the chief negotiator on the UN initiative known as “Reducing Emissions from Deforestation and Forest Degradation (REDD)” was optimistic, as of December 16th, that the issues left to settle were “manageable.” The fact that REDD has been broadened to include rewards for countries that have conserved their forests (as opposed to repentant sinners) is an encouraging sign. But that does not mean the problems are negligible.


The question of how much money to raise from government transfers, and how much from carbon trading, is not merely of concern to radical greens. Some Europeans fear that throwing forests into the carbon market will depress the price; but for America’s Congress, a healthy market in offsets may be the only thing that makes payment to protect forests palatable.Supporters of REDD say it offers performance-related finance for saving forests on a far larger scale than ever before. It aims to ensure rigorous verification. The proposal’s critics insist that a superficially good deal could prove terrible because of loopholes in carbon accounting. These may come from inflated national baselines for deforestation, or allowances that permit some sorts of tree-felling to be ignored. Sceptics also claim that REDD ignores some causes of deforestation, like the demand for soy, beef, palm oil, and timber which tempts people to act illegally.


But things are changing on that front. Green groups want firms to shrink their “forest footprint”—and some are responding. On December 11th Unilever, a giant food company, said it was abandoning one of its palm-oil suppliers because of doubts about what it is doing in some of the world’s forests. That is sobering for anybody tempted to chop down rainforest and plant something more immediately lucrative. In the longer term, Copenhagen’s decisions may do a lot more to make the forests lucrative in themselves.